Ilusão de Laura.
Laura era uma menina bonita, sorridente e cheia de vida. Pelo
menos era assim que ela se sentia. Quero dizer, pelo menos era assim que ela
aparentava ser. E era nisso que todos acreditavam.
— A vida é muito complicada... não é mesmo!?
Ela dizia enquanto abria a quarta garrafa de cerveja aquela noite. Ao abri-la, caminhou até a sacada onde estava antes e encostou seu corpo na grade. Ela olhava para o menino sentado na cama com tranquilidade, mas ao mesmo tempo, era nítido a tristeza no fundo dos seus olhos.
— Eu posso ficar
longe, se você quiser. Aliás, eu não sei se realmente posso... Quero dizer, não
seria fácil, mas você sabe, eu não posso estar ao seu lado se você não quiser.
Ela virou seu corpo, dando as costas para o menino. E continuou a
falar:
— Eu não sei mais se
você me ama. Digo, se seu amor é o suficiente para continuar. E caso você diga
que não é... Não vai ser a primeira ver que vou ouvir isso da sua boca. E eu
nem consigo olhar pra você enquanto lhe questiono isso.
Ela sorriu sozinha, dando os ombros. Ela era uma ótima mentirosa. Ela sabia como fingir que não se importava. Laura virou novamente para o menino enquanto virava todo o conteúdo da garrafa uma só vez. Estava de olhos fechados, era possível existir um sorriso ali no canto. Laura era ótima em se autodestruir por estar destruída.
Ela sorriu sozinha, dando os ombros. Ela era uma ótima mentirosa. Ela sabia como fingir que não se importava. Laura virou novamente para o menino enquanto virava todo o conteúdo da garrafa uma só vez. Estava de olhos fechados, era possível existir um sorriso ali no canto. Laura era ótima em se autodestruir por estar destruída.
— Porque você mudou?
Porque você se perdeu de mim? Seus
dedos agora apertavam a garrafa com força. - Ela sentia raiva e tristeza de uma
só vez: — Diga alguma coisa, caralho! Eu não suporto mais esse
silencio teu e do mundo pra mim.
Sem pensar duas vezes, ela jogou a garrafa no chão. Seu corpo caiu
junto, ela sentou sobre os cacos e desabou em choro. Abraçando as pernas que
estavam dobradas, batia a testa contra o joelho. Sussurrando repetidamente as
mesmas palavras: isso dói, você me dói.
E então, ao levantar
seu rosto. Ela pode ver que ele não estava em sua cama. Ele nunca mais estivera.
E ela, não sabia mais nada. Ela alucinava todos os dias. Ela estava louca. Ela
era louca.
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