Nua.
É como eu quero que você me veja.
Eu quero me despir dos pudores de ser quem eu sou.
Quero soltar as amarras dessa pele que cobre a minha alma e apresentar-me novamente a você.
— Prazer... Não é nada do que você esperava né?
Nada que mora dentro do mim está entre as coisas mais lindas que existem.
Não existe um campo de rosas vermelhas no meu peito, gaivotas voando no céu da minha boca e a trilha sonora não é um riso contente ecoando na minha cabeça.
— Olha, isso costuma variar... Eu te prometo, não é tão ruim assim.
Às vezes eu respiro tão fundo que posso sentir o cheiro de arroz vindo da cozinha e a risada da minha sobrinha lá embaixo. Consigo acordar e abrir minha janela, olhar pra fora e sentir que meu dia vai ser maravilhoso.
Às vezes eu mal consigo respirar, tusso desanimo e transpiro desanimação.
É difícil carregar as dores e alegrias de quem se é.

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